Pergunte para onde foram os dados de um plano de viagem e a resposta é quase sempre o vídeo. Mensagens, mapas e email quase não mexem no contador, enquanto uma longa videochamada para casa ou uma noite de streaming na cama podem gastar mais do que tudo o resto que fez nesse dia junto. A boa notícia é que o vídeo é também a coisa mais fácil de controlar.
Porque é que o vídeo gasta tantos mais dados
Um vídeo é uma sequência rápida de imagens, e cada uma delas tem de viajar pela rede. Quanto mais nítida a imagem e mais tempo vê, mais dados gasta: a qualidade e o tempo multiplicam-se um ao outro. O áudio é um fluxo muito mais leve, e é por isso que uma chamada de voz gasta apenas uma fração do que gasta a mesma chamada com vídeo.
A maioria das apps também ajusta a qualidade à ligação de forma automática. Com um sinal 4G ou 5G forte, escolhem muitas vezes uma imagem mais nítida, e gastam mais dados, a não ser que lhes diga o contrário.
Chamadas: da mais leve à mais pesada
Mais ou menos por ordem de consumo de dados:
- 1Mensagens de texto e fotos nas apps de conversa: leves, a não ser que envie muitos vídeos.
- 2Mensagens de voz: pequenas, mesmo que envie muitas.
- 3Chamadas de voz por WhatsApp, FaceTime Áudio, Telegram ou Viber: moderadas, por isso uma longa conversa para casa não faz grande mossa.
- 4Videochamadas a dois: pesadas, e ainda mais em alta definição.
- 5Videochamadas de grupo e partilha de ecrã: normalmente as mais pesadas, porque correm vários fluxos de vídeo ao mesmo tempo.
Um eSIM HelloSIM é só de dados, sem número local, por isso as chamadas passam por apps como estas. O seu número habitual fica no SIM de casa, e o WhatsApp continua a funcionar normalmente com esse número.
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Streaming: vídeo contra música
Os serviços de streaming oferecem normalmente vários níveis de qualidade, em linhas gerais:
- Baixa: uma imagem menos nítida, perfeitamente aceitável num telemóvel, e a que gasta menos dados.
- Normal: mais nítida e visivelmente mais gulosa.
- HD e superior: a imagem mais nítida e, de longe, a que mais dados gasta, com pouca diferença visível num ecrã pequeno.
A música e os podcasts ficam muito abaixo do vídeo. Mesmo com qualidade de áudio alta, uma hora de música gasta muito menos do que uma hora de vídeo, embora vá somando se tocar o dia todo enquanto caminha ou conduz.
Definições que cortam os dados do vídeo
Não tem de abdicar do vídeo, basta moderá-lo:
- Apps de vídeo: defina a reprodução com dados móveis para qualidade baixa ou de poupança de dados e desative a reprodução automática do episódio seguinte.
- Redes sociais: deixe os vídeos em reprodução automática só com Wi-Fi, ou ative a poupança de dados da app.
- Apps de chamadas: procure uma opção de poucos dados nas definições de chamada, desligue a câmara quando não for precisa e passe a só áudio se a imagem estiver sempre a congelar; muitas vezes a conversa até corre melhor.
- iPhone: ative o Modo de poucos dados na linha de viagem, o que pede a muitas apps, incluindo o FaceTime, que gastem menos dados.
- Android: ative a Poupança de dados para limitar o que funciona em segundo plano com dados móveis.
Descarregue primeiro, veja depois
A forma mais simples de ver séries no estrangeiro sem tocar no plano é descarregá-las antes de partir. A maioria das grandes apps de streaming e de música permite guardar episódios, filmes, playlists e podcasts para uso offline, quando a sua subscrição o permite. Faça-o com o Wi-Fi de casa na véspera do voo e atualize os downloads com o Wi-Fi do hotel durante a viagem.
Descarregados por Wi-Fi, custam-lhe espaço de armazenamento e não dados, por isso liberte primeiro algum espaço no telemóvel.
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Conheça os seus próprios hábitos de vídeo antes de partir
As regras práticas são um começo, mas o telemóvel já sabe como usa o vídeo. No iPhone, Definições → Dados móveis mostra quanto cada app gastou desde a última vez que o contador foi reposto; no Android, o ecrã de utilização de dados mostra a mesma divisão por app. Veja as últimas semanas em casa. Se as apps de vídeo e as redes sociais estiverem no topo da lista, também vão estar nas férias.
Duas perguntas rápidas transformam isso num plano de viagem:
- Vai ver vídeo sobretudo no alojamento, com Wi-Fi, ou com dados móveis enquanto anda de um lado para o outro?
- As suas videochamadas têm de acontecer durante o dia, longe do Wi-Fi, ou podem esperar pela noite?
Se as respostas sinceras forem "em movimento" e "durante o dia", conte com o escalão mais intensivo e tenha os carregamentos em mente.
Dimensionar o plano em função do vídeo
Se tem prevista uma videochamada diária para casa, ou conta fazer streaming com dados móveis, coloque-se no escalão intensivo: 10 GB ou mais por semana. Compare isso com cerca de 1 GB por semana para quem usa sobretudo mapas e mensagens, e 3–5 GB por semana para redes sociais e navegação do dia a dia. Essa diferença é quase toda vídeo.
Duas formas de manter a flexibilidade:
- Recarregue à medida que avança. Com a HelloSIM, pode adicionar dados ao mesmo eSIM na página Verificar / Recarregar, na sua conta ou na app, sem reinstalar nada.
- Considere um plano do tipo ilimitado onde exista, já que alguns destinos os têm. Se o vídeo for uma grande parte da sua viagem, leia os detalhes do plano e veja se lhe serve.
Wi-Fi ou dados móveis para as chamadas?
Um bom Wi-Fi no alojamento é o sítio natural para videochamadas longas e maratonas de séries. O Wi-Fi partilhado de hotéis e cafés pode, no entanto, ficar lento nas horas de maior movimento, por isso os dados móveis podem ser a opção mais estável para uma chamada que importa mesmo, como uma ocasião em família, uma entrevista ou uma reunião de trabalho.
Uma divisão sensata é fazer o grosso do vídeo no Wi-Fi e guardar os dados móveis para as chamadas que não quer ver cair e para os momentos em que anda na rua.
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